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O primeiro índice de autocuidado avalia a preparação global para aumentar a resiliência do sistema de saúde

Pesquisa inovadora e relatório de política da Global Self-Care Federation identifica os facilitadores essenciais do autocuidado para ajudar a fortalecer a resiliência dos sistemas de saúde e criar melhores resultados de saúde

Baixe o comunicado de imprensa

Genebra, Suíça, 22 de setembro de 2021 - A Global Self-Care Federation (GSCF) anuncia hoje o lançamento de um relatório pioneiro para o autocuidado, o Índice de Preparação para o Autocuidado, desenvolvido com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Índice revela fatores críticos - intitulados habilitadores - que influenciam a adoção de práticas e produtos de autocuidado nos sistemas de saúde em todo o mundo, para apoiar um melhor design dos sistemas de saúde e construir uma base para iniciativas orientadas para a ação em todos os níveis. O Autocuidado é definido pela OMS como a capacidade dos indivíduos de promover a saúde, prevenir doenças, manter a saúde e lidar com doenças e deficiências com ou sem o apoio de um profissional de saúde. O autocuidado é mais importante agora do que nunca. Em uma pesquisa recente da OMS em 135 países e territórios, 90% relataram interrupções contínuas nos serviços essenciais de saúde devido à pandemia. O Autocuidado produz benefícios avassaladores para os indivíduos e também para os sistemas de saúde - desde o fornecimento de soluções econômicas, acessíveis e eficazes para os indivíduos até a redução da carga sobre os sobrecarregados sistemas de saúde e equipes médicas. Por exemplo, de acordo com um artigo publicado no Jornal Brasileiro de Economia e Saúde (JBES), cada US$ 1 gasto em medicamentos de venda livre economiza US$ 7 para o sistema público de saúde do Brasil. Estudos semelhantes de outros países mostram um efeito comparável. “A pandemia expôs o quão frágeis são nossos sistemas de saúde. Agora é a hora de investir no futuro deles”, disse Heiko Schipper, presidente da The Global Self-Care Federation. “Eu acredito que o Índice de Preparação para o Autocuidado pode ajudar a fechar a lacuna entre o valor do autocuidado e como ele é praticado em todo o mundo. Precisamos colocar a saúde e o bem-estar dos indivíduos no centro de nossas políticas de saúde para construir formas mais sustentáveis e resilientes de praticar a saúde”. Um conjunto diversificado de 10 países ao redor do mundo foi analisado para o Índice, no contexto de quatro facilitadores-chave do autocuidado, identificados como apoio e adoção das partes interessadas, empoderamento do consumidor e do paciente, política de saúde e ambiente regulatório. Ao examinar o apoio e a adoção das partes interessadas, as descobertas mostram que mais de 88% dos profissionais de saúde na África do Sul, Estados Unidos, Reino Unido e Egito consideram o autocuidado crucial para ajudá-los a cuidar bem de seus pacientes. Em termos de empoderamento do consumidor, a pesquisa constatou que cerca de um terço dos consumidores no Brasil, Nigéria e Estados Unidos continuam a contar com profissionais de saúde para aconselhamento sobre o uso do autocuidado, o que destaca a necessidade de encorajar os médicos a capacitar os pacientes para praticar o autocuidado. “A eficácia do autocuidado em combinação com abordagens formais de saúde é frequentemente negligenciada nas políticas de saúde”, comentou Judy Stenmark, Diretora Geral do GSCF. “O Índice é uma ferramenta extremamente prática, pois fornece aos stakeholders amplos dados e um ponto de partida para reconhecer como podem fortalecer as políticas nacionais de saúde e ter uma abordagem coerente para o autocuidado.” O Index tem como objetivo servir como uma plataforma de aprendizagem para inspirar novas abordagens para o autocuidado. Exige uma ação coletiva para integrar o autocuidado na saúde global e para que um novo pacto global seja estabelecido sobre o autocuidado no nível da OMS, para reconhecer o autocuidado como uma prioridade de saúde global.

Baixe o Índice de preparação para o autocuidado aqui.

Relatório completo em inglês aqui

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Sobre o Índice de Preparação para o Autocuidado O Índice de Preparação para o Autocuidado (SCRI) é uma iniciativa de pesquisa e política inédita que explora fatores essenciais para o autocuidado em vários sistemas de saúde em todo o mundo. Tem como objetivo apoiar um melhor design dos sistemas de saúde e construir uma base para iniciativas orientadas para a ação em todos os níveis. Liderado pela The Global Self-Care Federation (GSCF), o SCRI é apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do plano de trabalho atual entre os dois órgãos. A pesquisa inclui uma combinação de metodologia qualitativa e quantitativa aprofundada apoiada por especialistas e um conselho consultivo. Seu objetivo é fornecer dados aos formuladores de políticas, tomadores de decisão e profissionais de saúde e se tornar uma plataforma de aprendizagem inovadora que inspira novas abordagens para o autocuidado. Embora os níveis de aplicação ou adoção do autocuidado nos países pesquisados sejam semelhantes, as abordagens e prioridades variam. A análise abrangente do índice serve como um ponto de referência para compartilhar experiências e melhores práticas. Também se destina a atuar como um iniciador de conversa e estimular o diálogo construtivo entre os países para refinar as abordagens de autocuidado.
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Simplificando o autocuidado para uma saúde melhor

Quando as pessoas pensam em autocuidado, muitas vezes evocam imagens de meditação, ioga, talvez, até mesmo um fim de semana em um SPA. Embora todos os primeiros possam tecnicamente se enquadrar no termo, na Global Self-Care Federation (GSCF), temos uma visão mais ampla do autocuidado e do que ele pode fazer pelas pessoas. O autocuidado é a prática do indivíduo cuidar de sua saúde, utilizando os conhecimentos e as informações de que dispõe, em colaboração com os profissionais de saúde, conforme a necessidade. Quando implementado corretamente, os indivíduos geralmente se comprometem a realizar seis ações principais:
  1. Fazer escolhas de estilo de vida saudáveis: isso envolve ser fisicamente ativo e comer de forma saudável
  2. Evitar hábitos de vida pouco saudáveis: o que envolve evitar o fumo e o consumo excessivo de álcool
  3. Fazer uso responsável de medicamentos: o que pode desempenhar um papel fundamental no autogerenciamento de doenças menores/em curso
  4. Autor reconhecimento de sintomas: avaliação e tratamento dos sintomas, em parceria com um profissional de saúde, quando necessário.
  5. Auto monitoramento: verificação de sinais de piora ou melhora.
  6. Autogestão: gestão de sintomas de doenças, seja sozinho, em parceria com profissionais de saúde, ou ao lado de outras pessoas com as mesmas condições de saúde
E assim, capacitar as pessoas a gerenciar proativamente sua saúde está no centro da definição de autocuidado que promovemos. Os indivíduos e suas comunidades têm muito a ganhar seguindo esses pontos básicos. Os benefícios do autocuidado variam de melhores resultados de saúde a reduções significativas de custos para as famílias, o que fornece um incentivo financeiro. Nestes casos, o autocuidado tem oferecido às pessoas maior disponibilidade de acesso efetivo à saúde. Em primeiro lugar, sabemos que proporciona às pessoas o know-how necessário para gerir as diferentes condições de saúde de acordo com a sua conveniência. Além disso, os custos para os indivíduos e os sistemas de saúde são reduzidos à medida que as pessoas consultam seu farmacêutico para lidar com condições leves, por exemplo. Os desafios que os sistemas de saúdes enfrentam relacionados ao COVID-19, se tornarão cada vez mais pronunciados à medida que a população global envelheça, gerando um número maior de casos de doenças crônicas, precisando assim de acesso a cuidados de saúde eficazes. Nesse sentido, devemos ver o autocuidado como peça complementar no arsenal dos futuros sistemas de saúde. O Índice de Preparação para o Autocuidado (Self-Care Readiness Index) da GSCF mostra que a incorporação de estratégias de prevenção, educação em saúde e auto monitoramento nos sistemas e programas de saúde nacionais tem grandes vantagens. No Egito, por exemplo, melhorias na saúde pública foram observadas por meio de uma variedade de campanhas educacionais e de triagem. Enquanto benefícios semelhantes têm sido observados na Tailândia, onde voluntários de programas da área da saúde em aldeias fortaleceram a atenção primária à saúde por meio da educação em saúde e do apoio ao autocuidado por mais de quatro décadas. O envolvimento com o autocuidado tem vantagens significativas para as comunidades e os sistemas de saúde. Os formuladores de políticas, profissionais da indústria, ONGs e consumidores devem ser ousados o suficiente para continuar a promover sua importância a fim de aproveitar seu potencial transformador.
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Declaração sobre o uso de AINEs no tratamento do COVID-19

ILAR (Associação de Autocuidado Responsável da América Latina) aconselha a população da América Latina, que tem dúvidas sobre o tratamento da dor e febre durante a pandemia do COVID-19, a confiar nas recomendações dos profissionais de saúde, nos comunicados de portais de saúde administrados pelo governo e as indicações de medicamentos isentos de prescrição. Especulações recentes sobre uma ligação entre o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, e a piora dos sintomas devido ao COVID-19, atualmente não são suportadas por evidências científicas. A grande maioria dos pacientes, de estudos observacionais diagnosticados com COVID-19, não mostra associação entre o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo o ibuprofeno, e a piora no desenvolvimento da doença. Tanto a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Global Self-Care Federation e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) declararam que não há evidências de uma conexão entre os AINEs e os sintomas agravantes do COVID-19 e se aconselha pacientes e profissionais de saúde a considerar todas as opções de tratamento disponíveis, incluindo acetaminofeno e AINEs, com base nas informações aprovadas sobre medicamentos. De acordo com os resultados do Estudo da Corte Nacional Dinamarquesa sobre o uso de medicamentos não esteroides e a evolução clínica do COVID-19, o uso de ibuprofeno e outros analgésicos e anti-inflamatórios, os chamados AINEs, não estão associados à mortalidade ou agravamento de sintomas em pacientes infectados com coronavírus. Os resultados mostram que não há diferença estatisticamente significativa entre pacientes que usam AINEs e pacientes que não usam AINEs. (Para acessar os resultados completos do estudo, clique aqui) O autocuidado é crucial para diminuir a carga sobre os sistemas de saúde, particularmente durante esse período de crise. A ILAR continua monitorando a situação de perto e analisará qualquer nova informação disponível sobre esse tópico para ajudar na disseminação correta de informações verdadeiras e cientificamente comprovadas. Para referência adicional sobre o assunto, consulte os seguintes links:
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Colombia: ANDI created the campaign “#YoMeCuido”

ANDI created the campaign “YoMeCuido” with different materials that were distributed by social medial and press, aligned with the key messages of ILAR’s toolkit. A T.V. commercial “Autocuidadotu major aliado” was also developed and launched. For the self-care day ANDI in conjunction with the Ministry of Health and the Javeriana University published a press release on self-care. To read the press release visit here: http://www.andi.com.co/Home/Noticia/15762-autocuidado-una-medida-que-ayuda-a-evit
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Central America: spoken about responsible self-care to the newspapers La Estrella de Panamá

For the Self-Care Day in Central America, FEDEFARMA in conjunction with ILAR have participated in different interviews and opinion articles. Also press releases and infographics were shared with the media. More than 9 million people had been potentially impacted by the project in the region. The Executives Directors of ILAR and FEDEFARMA, Juan Thompson and Victoria Brenes spoke about responsible self-care to the newspapers La Estrella de Panamá, El Panamá América and La Prensa. In addition, they talked about Responsible Self-Care as a public health policy in Guatemala on Chapin TV and Diario Extra in Costa Rica.
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Brazil: Self-care in times of Covid-19

For the Day of Self-Care ABIMIP with support from ILAR encouraged the publication of a study on self-care in Veja magazine, the study addressed Self-care in times of Covid-19. In addition, a Veja Saúde Live was held with Marcio Atala, in which the physical educator and lecturer, talked with journalist Diogo Sponchiato about the importance of self-care 24 hours a day, 7 days a week.  Also on 7/24, ABIMIP participated in the Workshop Retail Farma, where a selling story was presented - the result of a partnership between ABIMIP and ILAR - about how the consumer experience can be more effective on their journey to buy  MIPs in pharmaceutical retail,   A video was also posted with Dr. Dráuzio Varella on the pillars of self-care, a recognized doctor in the country.   To access the study of Veja Saúde on Self-Care during the Pandemic of the COVID-19 click here:  https://saude.abril.com.br/especiais/autocuidado-em-tempos-de-pandemia/
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